Febre robótica
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Portanto, desde cedo se percebeu que a robótica, área que até aqui ainda dava os primeiros passos, implicava um envolvimento de diversas áreas. É esta a posição adoptada pelos investigadores da área da Robótica Educativa, que pretendem promover a interdisciplinariedade, não ensinando só a teoria mas "obrigando" os alunos a praticar o que aprenderam. Esta opção metodológica ajuda-os a consolidar conhecimentos e a não os "deixar escapar" depois de realizarem o teste ou outra prova a que tenham de se submeter.
A febre robótica chegou à representação em 1921, com a peça de teatro "Rossum's Universal Robots". Seguiu-se Metropolis, filme lançado cinco anos depois, que deu pontapé de saída para uma Sétima Arte rendida pelo desafio lançado por máquinas aos humanos. A modernidade trouxe-nos a saga “Stars Wars” e, mais recentemente, “I Robot”.
A ficção alimenta a imaginação, mas também pode constituir um elemento fulcral para definir o futuro de alguém.
Foi o caso de Flávia Barbosa, 17 anos, aluna da Escola Secundária de Amares, que “não achava piada aos robôs”, mas acabou por se render depois de um contacto directo com as máquinas. E mais aliciante do que construir um robô, é fazer dele um instrumento que pode ajudar o planeta.
Flávia Barbosa e outros colegas decidiram conceber um Girassol Robótico que consegue captar mais energia que os painéis solares, um melhoramento que chega a rondar os “30 por cento”.
“Hoje em dia fala-se bastante na degradação da Natureza e é um problema que nos tem que tocar a todos”, disse. Esta convicção transporta-nos para os aspectos positivos de “darmos vida às máquinas”.
Os jovens começam a sua experiência na área com máquinas habilitadas para as modalidades de busca e salvamento, dança e futebol robótico. E se se vê mulheres interessadas em robôs aptos para o futebol, o mesmo se verifica com rapazes que se sentem mais aliciados por fazer uma máquina que esteja em sintonia com a música.
O gosto pelas máquinas não escolhe géneros nem idades. A vocação pode nascer no seio dos sonhos e do imaginário da infância, mas ganha contornos sérios, principalmente, no percurso académico. Fernando Ribeiro e Nino Pereira são investigadores da Universidade do Minho, que sucumbiram ao desafio de construir máquinas autónomas que auxiliam o Homem. A partir das suas histórias, podemos constatar que a robótica é um fenómeno em constante crescimento que, ainda hoje, encontra alguns obstáculos.
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